domingo, 21 de setembro de 2008
O início
Amanhã é o primeiro dia da nova vida.
Amanhã vou aprender o caminho que vou fazer quase todos os dias, e que me levará àquele sítio que espero que venha a ser muito especial.
Sinto um nervoso miudinho, mas calculo que seja comum a todos aqueles que estão na mesma situação que eu. Por outro lado sinto uma adrenalina por ir enfrentar uma batalha totalmente diferente daquelas que já enfrentei até aqui. Nesta batalha vou estar menos protegido, vou estar mais distante do meu mundo de origem e vou precisar da ajuda de velhos e novos aliados, para conseguir vencer.
Até lá espera-me um longo caminho, que espero conseguir faze-lo todo....
Adoro-te!!!
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Hoje foi um dia diferente...
Hoje foi um dia diferente.
Hoje foi o primeiro dia da nova vida. Um dia de descobertas, de ver caras novas que vou passar a ver todos os dias, de fazer caminhos enganados (mas rapidamente emendados), de descobrir sítios, de tratar de papéis... Enfim, de tratar de tudo aquilo que me vai ser útil no meu futuro...
Já tenho o meu cartão de estudante, já me inscrevi no andebol da UL, já tenho comigo as folhas para a inscrição...
Mas ainda não acabaram as descobertas e o dia está longe do seu fim... tenho que voltar à FLUL à tarde para fazer a inscrição... o sistema de senhas funciona de uma forma bem eficaz... Até agora senti-me bem recebido na faculdade... Será que vai ser sempre assim?
=)
sábado, 13 de setembro de 2008
Novidades
Recebi, de uma forma bastante inesperada, a notícia que já esperava. Consegui entrar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,para o Curso de Tradução. Foi para isto que me apliquei e me esforcei e recebi a mais desejada recompensa.
Pelos contactos que tenho feito, já sei que houve quem ficasse tão feliz quanto eu, mas também quem não tenho gostado das notícias que recebeu.
De qualquer das formas sei que todos deram o seu melhor.
Ontem foram as entregas dos diplomas. Deu para reencontrar pessoas, que provavelmente já não voltarei a ver e outras que o destino poderá fazer com que se voltem a cruzar à minha frente. De qualquer maneira foi bom ver tanta gente contente, ao ver o seu esforço de três (ou mais) anos recompensado, o que fazia com que todos tivessem um grande sorriso na cara... Parabéns a todos aqueles que concluíram o ensino secundário.
Agora confirma-se. Vou estudar para Lisboa. Está confirmada a mudança de vida. Depois de uma noite bastante ansiosa (não conseguia parar quieto) veio a tão esperada notícia.
Seguem-se os preparativos para a mudança.
Cada vez gosto mais de ti!
sábado, 6 de setembro de 2008
Escrito na natureza
Ás vezes é preciso sofrer para poder compreender ceras coisas. Não sei o porquê desse facto, mas é verdade.
Depois de passarmos por certas coisas, sentimos que encaramos o mundo de uma outra forma.
Como me disse uma grande amiga, para mostrar sensibilidade e ser forte é preciso sofrer.
Só consigo expressar aquilo que sinto através da escrita. Deveria poder falar com alguém, mas não me sinto suficientemente à vontade com alguém para o fazer. Peço desculpa se magoo alguém com estas palavras.
Escrevo numa das alturas que mais detesto nos acampamentos. Os tempos-mortos "matam-me" porque é nestas alturas que tenho tempo para pensar na minha vida fora dos escuteiros e isso entristece-me.
Quando estou a fazer outras coisas, como cantar, jogar sueca, caminhar ou fazer o que quer que seja sinto-me alegre porque tenho um grupo que me ajuda a passar pelos momentos menos bonscom os seus sorrisos, as fotos e com as músicas que tocamos e cantamos. A todos aos que fazem parte do grupo um grande obrigado.
Quando este acampamento acabar e voltar à "civilização" talvez me volte a sentir bem porque sei que vou estarmais perto daquela pessoa espectacular que me tem ajudado a passar pelas dificuldades com as suas palavras e a sua compreensão-
Já me perguntaram o que se passava comigo, mas eu disse que estava tudo bem. Não sei se alguém poderá compreender o que se passa comigo.
Será saudade? Será amor? Será?
O vento murmura nos meus ouvidos e um pássaro chilreiaao fundo, enquanto vejo o agitar constante das plantas que estão à minha volta. Vejo os montes que me rodeiam e sei que lá ao fundo tocam guitarras e se agitam gargantas alegres. Não voltarei para lá enquanto não me chamarem, memso sabendo aquilo que estou a perder.
Avisei que vinha escrever e pensar. Afinal é para isso que servem os tempos-mortos. Alegro-me quando vejo que o fim e o regresso estão próximos. Amanhã estarei de regresso. Não pensem que eu já não gosto dos escuteiros. muito pelo contrário. Cada vez gosto mais. Contudo há certas atitudes de alguns elementos que são menos próprias e me fazem desejar o fim. contudo esta noite vai ser o clímax desta actividade e são momentos como esse que me dão vontade para continuar.
Este texto reflecte tudo aquilo que me vai na alma neste momento.
Tudo isto também deve ser o início do nervosismo adjacente à mudança de vida que se aproxima. A minha ida para Lisboa avizinha-se e começo a perceber aquilo que vou deixar para trás em Albufeira.
Conto com a ajuda dos meus velhos amigos nesta nova vida mas será sobretudo com muita força de vontade que vou conseguir perserverar.
Todo este texto foi escrito num momento em que me ausentei do acampamento onde estive este estes cinco dias, e onde fiquei sentado a olhar à minha volta, envolto na natureza, enquanto a minha mão escrevia.
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